Este blog tem como objetivo divulgar as atividades desenvolvidadas na escola em que trabalho bem como mostrar a formação continuada do professor multiplicador utilizando as novas tecnologias
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Quem sou eu
- ivana raliene
- Sou Professora das séries iniciais, formada pela UNIFAP no curso de Pedagogia, com Pós-Graduação en Ciência das Religiões, atualmente faço especialização em Mídias na Educação.
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Volta às aulas
As aulas iniciaram no dia 01/08, com muitas espectativas de professores, pais e alunos. Sejam todos bem vindos!!
Por outro lado, também há muita cobrança com relação a reposição das aulas em decorrência da greve, que durou 45 dias. Vale ressaltar que todos os professores de nossa escola são responsáveis e com certeza farão a reposição das aulas seguindo o calendário oficializado pela Secretaria de Estado da Educação.
Dessa forma, desejo um excelente retorno aos nossos alunos e a meus colegas. Bom trabalho e sucesso!
terça-feira, 28 de junho de 2011
Núcleo de Tecnologia Educacional Marco Zero Amapá: COMUNICADO - Curso de Especialização Tecnologias e...
domingo, 12 de junho de 2011
POEMA À FOGUEIRA
Arthur Nery Marinho -poeta amapaense-(Nascido em Chaves (PA), em 27 de setembro de 1923-falecido em 24 de março de 2003)
Fogueira de Santo Antônio
que ardes tal como arde
a chama do meu olhar!
Fogueira linda, que tanto
o meu tempo de criança
ora me fazes lembrar!
Não tenho mais estalinhos
pistolas também não tenho,
como não tenho balão.
Tenho somente a saudade
da infância que hoje não passa
de simples recordação.
Mas, psiu! Não digas nada
às crianças que hoje brincam
como em criança brinquei.
É cedo para que saibam
que na fogueira dos sonhos
minha esperança queimei.
Guarda silêncio, se ouves
o que, contrito, te pede
o meu pobre coração,
pela bondade de Antônio,
desconfiança de Pedro,
profecia de João.
Não digas nada, fogueira!
Não digas que tudo arde
neste mundo de ilusão,
que tudo não passa mesmo
das fantasias que acabam
quando incendeia o balão.
terça-feira, 24 de maio de 2011
Atividade do Fórum-Cultura Digital-24/05/2011
Podcast com Léa Fagundes.A professora Léa Fagundes desafia a reflexão colocando a seguinte questão: Você, educador, está pronto para a cultura digital? Ouça as palavras da professora Léa, que levanta esta questão e enfatiza a prioridade desta postura em relação à integração das tecnologias ao currículo.
Léa Fagundes afirma que é “preciso integrar a escola na cultura digital”, não se trata necessariamente de equipar as escolas com computadores e mídias digitais, vai muito além de tudo isso, o grande problema é que a escola e portanto os professores precisam se apropriar dessa nova cultura, e pra isso é necessário ter conhecimento do seu potencial. Porém ainda é visível a resitências de muitos professores na inserção dessa cultura, o tradicionalismo está arraigado nas práticas pedagógicas que chega a ser quase intransponível. Nesse aspecto coloco duas questões:
1ª- De um lado, o aluno que vêm se apropriando desse conhecimento(sabe usar o celular, sabe fazer um vídeo), e de outro o professor que resiste em usar a caderneta eletrônica. É perceptível nesse caso, que o professor nem a escola esteja priorizando a cultura digital de maneira integrada ao currículo.
2ª-Existe um grande esforço de professores, que estão preparados, ou se preparando, para esse novo processo, através de cursos de formação continuada, como nós neste curso, nós não estamos aqui a toa, estamos em busca de conhecimentos para trabalharmos da melhor maneira possível com o nosso aluno, integrando as novas tecnologias ao currículo, se o aluno sabe utilizar um celular, nós sabemos o potencial pedagógico que o celular pode trazer para a sala de aula. Quebrar paradigma, significa novas posturas, novos conceitos, novos conhecimentos, e como Léa infere: a escola nem o professor devem permanecer no seu mundo, é preciso que todo o sistema se aproprie das tecnologias.
Ivana Raliene
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Podcast com Léa Fagundes
Por Renata Aquino
Você, educador, está pronto para a cultura digital? Léa Fagundes levanta a questão e enfatiza a prioridade desta postura em relação a integração das tecnologias ao currículo.
Nossa série de podcasts de 1 minuto com os participantes do evento começa agora.
Tente estes outros links:
http://webcurriculo.podomatic.com/player/web/2008-08-07T10_27_39-07_00
http://webcurriculo.podomatic.com/entry/2008-08-07T10_27_39-07_00
http://webcurriculo.podomatic.com/enclosure/2008-08-07T10_27_39-07_00.mp3
Referências: http://webcurriculo.wordpress.com/2008/08/09/podcast-com-lea-fagundes/
segunda-feira, 16 de maio de 2011
O educador bem sucedido

Por que, nas mesmas escolas, nas mesmas condições, com a mesma formação e os mesmos salários, uns professores são bem aceitos, conseguem atrair os alunos e realizar um bom trabalho profissional e outros, não?
Não há uma única forma ou modelo. Depende muito da personalidade, competência, facilidade de aproximar e gerenciar pessoas e situações. Uma das questões que determina o sucesso profissional maior ou menor do educador é a capacidade de relacionar-se, de comunicar-se, de motivar o aluno de forma constante e competente. Alguns professores conseguem uma mobilização afetiva dos alunos pelo seu magnetismo, simpatia, capacidade de sinergia, de estabelecer um “rapport”, uma sintonia interpessoal grande. É uma qualidade que pode ser desenvolvida, mas alguns a possuem em grau superlativo, a exercem intuitivamente, o que facilita o trabalho pedagógico.
Uma das formas de estabelecer vínculos é mostrar genuíno interesse pelos alunos. Os professores de sucesso não se preparam para o fracasso, mas para o sucesso nos seus cursos. Preparam-se para desenvolver um bom relacionamento com os alunos e para isso os aceitam afetivamente antes de os conhecerem, se predispõem a gostar deles antes de começar um novo curso. Essa atitude positiva é captada consciente e inconscientemente pelos alunos que reagem da mesma forma, dando-lhes crédito, confiança, expectativas otimistas. O contrário também acontece: professores que se preparam para a aula prevendo conflitos, que estão cansados da rotina, passam consciente e inconscientemente esse mal-estar que é correspondido com a desconfiança dos alunos, com o distanciamento, com barreiras nas expectativas.
É muito tênue o que fazemos em aula para facilitar a aceitação ou provocar a rejeição. É um conjunto de intenções, gestos, palavras, ações que são traduzidos pelos alunos como positivos ou negativos, que facilitam a interação, o desejo de participar de um processo grupal de aprendizagem, de uma aventura pedagógica (desejo de aprender) ou, pelo contrário, levantam barreiras, desconfianças, que desmobilizam.
O sucesso pedagógico depende também da capacidade de expressar competência intelectual, de mostrar que conhecemos de forma pessoal determinadas áreas do saber, que as relacionamos com os interesses dos alunos, que podemos aproximar a teoria da prática e a vivência da reflexão teórica.
A coerência entre o que o professor fala e o que faz, na vida é um fator importante para o sucesso pedagógico. Se um professor une a competência intelectual, a emocional e a ética causa um profundo impacto nos alunos. Estes estão muito atentos à pessoa do professor, não somente ao que fala. A pessoa fala mais que as palavras. A junção da fala competente com a pessoa coerente é poderosa didaticamente.
As técnicas de comunicação também são importantes para o sucesso do professor. Um professor que fala bem, que conta histórias interessantes, que tem feeling para sentir o estado de ânimo da classe, que se adapta às circunstâncias, que sabe jogar com as metáforas, o humor, que usa as tecnologias adequadamente, sem dúvida consegue bons resultados com os alunos. Os alunos gostam de um professor que os surpreenda, que traga novidades, que varie suas técnicas e métodos de organizar o processo de ensino-aprendizagem.
Ensinar sempre será complicado pela distância profunda que existe entre adultos e jovens. Por outro lado, essa distância nos torna interessantes, justamente porque somos diferentes. Podemos aproveitar a curiosidade que suscita encontrar uma pessoa com mais experiência, realizações e fracassos. Um dos caminhos de aproximação ao aluno é pela comunicação pessoal de vivências, histórias, situações que o aluno ainda não conhece em profundidade. Outro é o da comunicação afetiva, da aproximação pelo gostar, pela aceitação do outro como ele é e encontrar o que nos une, o que nos identifica, o que temos em comum.
Um professor que se mostra competente e humano, afetivo, compreensivo atrai os alunos. Não é a tecnologia que resolve esse distanciamento, mas pode ser um caminho para a aproximação mais rápida: valorizar a rapidez, a facilidade com que crianças e jovens se expressam tecnologicamente ajuda a motivar os alunos, a que queiram se envolver mais. Podemos aproximar nossa linguagem da deles, mas sempre será muito diferente. O que facilita são as entrelinhas da comunicação lingüística: a entonação, os gestos aproximadores, a gestão de processos de participação e acolhimento, dentro dos limites sociais e acadêmicos possíveis.
O educador não precisa ser “perfeito” para ser um bom profissional. Fará um grande trabalho na medida em que se apresente da forma mais próxima ao que ele é naquele momento, que se “revele” sem máscaras, jogos. Quando se mostre como alguém que está atento a evoluir, a aprender, a ensinar e a aprender. O bom educador é um otimista, sem ser ‘ingênuo”. Consegue “despertar”, estimular, incentivar as melhores qualidades de cada pessoa.
Texto que faz parte do livro A educação que desejamos: novos desafios e como chegar lá (Papirus, 2007, p. 74-81- resumido), do site:http://www.eca.usp.br/prof/moran/aprendizagem.htm